terça-feira, 7 de abril de 2015
Uma vela acesa para o Kénia
Recomeça o teatro sangrento para os africanos, quando não é a febre amarela ou diarréia é o ébola. Desta vez foi mais um episódio de terrorismo. Depois de quase cinco séculos de escravidão, parece que a desgraça não quer romper o seu vínculo com África, são tantas mortes e atrocidades que leva a crer que a felicidade não chegará ao nosso berço.
Os nossos irmãos Kenianos viveram recentemente mais um episódio triste, projectado por um rebelde do mesmo país. Que motivo justificará a morte dessa gente inocente?
Nesse teatro quem mais sofre são aqueles que não têm nenhum poder de decisão e o mais agravante, para além da catástrofe perda humana, perdeu-se estudantes universitários, jovens que de alguma forma contribuiriam no desenvolvimento daquele país.
A ganância, discórdia e a falta de amor ao próximo unem-se no coração dos seres humanos e vida humana perde o seu real valor, numa semana em que os cristãos celebravam a semana Santa, outros tornaram-na em semana sangrenta.
Até quando o Kénia sofrerá com isso? Até quando os rebeldes espalhados em quase toda África deixarão calar as armas? Certamente que as respostas tardarão a chegar. Que Deus olhe pelas famílias dos 148 estudantes e por toda a África. Já sofremos muito, pois a África merece um desconto.
Gênero: Editorial
Raquel Lourenço dos Santos
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